Como se diz, o Brasil é uma Federação de Estados. É cada um pra si e Deus pra todos. Surgiu o Consórcio Brasil Central, o primeiro da República, veio como uma maneira diferente de união de estados assemelhados em produção, indicadores sociais e econômicos, e regiões.

Até aí tudo bem. O Consórcio Brasil Central já está formatado legalmente. E labutando, por dentro dos estados, para que as boas práticas de um possam ser usadas pelo outro estado. E tudo de graça, incluindo, até as equipes de pessoal.

Mas, ainda é pouco. Já que estamos, no momento muito especial, de uma crise econômica e política sem precedentes, o consórcio de estados, deve avançar. Ainda mais os estados do Brasil Central, que têm segurado a barra da economia brasileira, com a extraordinária produção de riquezas no campo. Ninguém chega perto de um Mato Grosso.

As carência de logística de transporte da produção destes estados (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e mais três forasteiros – Rondônia, Tocantins e Maranhão) é visível. E consome grande parte do ganho do produtor de grãos, carne e leite e minérios, além do desperdício, que é elevado, e o frete bem mais caro.

O Consórcio tem e deve encontrar um espaço novo, legal, constitucional ou infraconstitucional, para atrair investidores para construção de ferrovias, modais integrados, rodovias pavimentadas e melhoria das hidrovias. Eu só vejo um caminho, que estes estados possam buscar no mercado internacional, parceiros privados, fundos financeiros e soberanos, para investirem integradamente na logística destes estados. O Brasil Central deve se diferenciar.  Porque tem hoje e muito mais pela frente, capacidade de aumento de produção. 

O Consórcio não pode ser uma confraria. Deve ser um elemento novo, provocativo, como sempre digo, insurgente, para que possamos sair deste lugar comum, do manto da dependência do Governo Federal, de suas normas lentas, difíceis e irritantes. Ainda não temos a forma pronta e acabada, para que o consórcio possa prosperar a partir de si mesmo, dentro da federação, mas, com certas liberdades para busca de dinheiro novo e de fora, para movimentar os interesses de quem trabalha muito e sabe prosperar. Não se pode matar a vontade, a iniciativa de milhares de produtores ousados, corajosos, que enfrentam o Brasil do interior, com uma vontade imensa de instalar neste país o verdadeiro crescimento. São empreendedores naturais, que aprenderam sozinhos os caminhos do Brasil do interior.

Queremos ajudar o Brasil. Ainda mais do que já estamos ajudando.

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