Ainda estou na Indonésia, cidade de Balikpapan, Província de Kalimatan do Leste, daqui a pouco, início o retorno ao Brasil.  Aqui é sábado, no Brasil é sexta-feira, aqui é dia 30, no Brasil dia 29. A melhor hora para falar com o Brasil e encontrar gente acordada, de lá e de cá, é na madrugada.  É uma viagem longa e que vai se andando para trás no tempo. E a partir desta observação percebi que o tempo não existe.  E vou caminhando para me encontrar com o meu, verdadeiro ontem.

Mas, deixando de lado esta cosmologia, não posso falar pra vocês do que seja verdadeiramente a Indonésia, sei que tem mais gente que o Brasil. Observei a ilha e a cidade de Balikpapan, cuja economia tem como base o petróleo e derivados, óleo de palma, turismo, madeira e serviços. Cercada pelo Oceano Índico, de águas calmas e navios petroleiros fazendo fila para carregamento.

Há muitos carros e mais motos ainda. O trânsito se entende,  muito bem, pela lei dos costumes. As calçadas ocupadas por carros e materiais. Sem chance para deficientes circularem.  A cidade é bem arborizada e o comércio é intenso. Nas feiras, as mulheres muçulmanas é maioria no atendimento. Sempre com uma calculadora na mão para mostrar o preço da mercadoria em rúpia, moeda local. Basta ver o número na máquina e dividir por quatro, logo você encontra o valor em real.

Olhei  tênis com o preço de duas mil rúpias , equivale a quinhentos reais. Achei caro e não comprei. Com meu hábito de fazer caminhada com chuva ou sol, encontrei quatro mesquitas, que a partir das 5h da manhã já estão abertas, e com os alto-falantes ligados   em orações suaves, cantadas.

Há valas nas ruas por onde corre o esgoto e águas de cozinha, para despejar no mar. Não tem mau cheiro nas ruas, o oceano está próximo e da destino aos dejetos de uma cidade de 500 mil habitantes.

Mas, eu quero voltar para o meu ontem. Aqui o hoje é diferente, do meu ontem, no café da manhã tem de tudo, maioria faz mesmo é almoçar. Arroz, macarrão, feijão, mandioca, batata, carnes, linguiça, ovos, bolos e um mundo de outras comidas que não dá para guardar os nomes – cozidos.

Há muita cerimonialidade em todos os atos do governo. Governador da Província de Kalimatan do Leste, Dr Awang Faroek Ishak, infelizmente sofreu derrame e se desloca numa cadeira de rodas. Tem limitações, inclusive na fala, mas de uma resistência incomum. Permaneceu durante os dois dias de eventos, do começo ao fim e no jantar de encerramento, cantou acompanhado por uma banda local.

Ele foi um dos fundadores do GCF na Califórnia há 9 anos.

Você poderia me perguntar – o que é que você foi fazer neste mundo tão distante? Rondônia faz parte do GCF (Governo, Clima e Floresta) e tem compromissos com o controle do desmatamento no Estado, apoio aos extrativistas, índios, quilombolas, ribeirinhos, juntamente com mais 38 estados subnacionais das regiões dos trópicos, que ainda tem florestas nativas – América do Sul, Central, Canadá, Estado da Califórnia e Colorado, Ásia e África.

Mas, gente do céu, vamos deixar de conversa fiada, estou voltando, rodeando a terra em busca do meu dia ontem, aqui é sábado, mas eu quero é minha sexta-feira, a nossa sexta-feira feira, que beira o fim de semana e gloria se na segunda-feira não for feriado.

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