Recebo muitas mensagens. Muitas delas admiráveis e ricas de orientações  e ajudas. Muita gente se engana, que Governador só é procurado para favores e cargos.  A quantidade de sugestões que me chega me deixa CONFÚCIO. Sei que não posso me apegar a todas elas, porque tenho que fazer escolhas. Não por desprezo das boas ideias, mas, pela impossibilidade humana de cumprimento.

Conheci Jocélio Moreira em Cerejeiras. Ele é servidor da Emater. Acho que pelos termos que me escreveu já se aposentou. Uma mensagem longa, rica, detalhada, filosófica e realista. Sobre o leite. Sobre a mente humana. A capacidade do homem mudar, que é difícil e lento. Ele derramou conhecimento, sobre a monotonia do agricultor familiar. O seu apego aos seus costumes. A extraordinária dificuldade de aceitação da mudança, nem que seja para melhor, para ganhar mais dinheiro. Fica ali, rijo, poste, imutável. A mesma vaca. O mesmo pasto rapado. O mesmo sal branco. Os mesmos quatro litros de leite por dia da mesma vaca.

Jocélio só acredita numa intervenção integrada. Massificante. Repetitiva. Para movimentar neurônios adormecidos, nanicos, que podem ser alentados pela visão de um admirável mundo, que mude a vaca de quatro litros leite por dia, para quinze ou trinta litros. É o conhecimento, a formação continuada.

Nada é mais chocante para o homem simples do que ver com seus próprios olhos. Olhar a vaca do outro produzindo trinta litros. Ver os pastos do vizinho piqueteados. Ver o vizinho dando ração para a vaca. Cuidando dela como um laboratório vivo.

Jocélio, não sei com que fundamento, disse-me que a continuar como se vai fazendo, vamos demorar quarenta anos, para produzir os quatro milhões de litros de leite que propusemos. Quarenta anos para que a outra geração venha com neurônios e sinapses renovadas. A mente humana fechada é o grande obstáculo a tudo.

O fundamento da prosperidade tem como base – a determinação de fazer bem feito e a persistência para alcançar os resultados.

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