(poesia escrita em  fevereiro de 2004) Confúcio

Não sei o que fazer para agradar você. Por mais que me esforce não consigo lhe dar prazer. Sou um peso. Um fardo. É o que acredito ser. Vou rever a minha vida, traçar outro caminho pra seguir, pra conseguir, quem sabe, me aproximar. Vou rezar. Qualquer gesto você desconfia, um telefonema, o abraço na Maria, ontem implicou com a Luzia.

Tudo é suspeita e aí você fecha a cara, emburra e nada fala. Eu fico ali, sem saber o que fazer, não sei se sou sincero, se ainda gosto do blero, uma coisa estou certo e quero, é a paz no meu coração.

Respeito a sua fraqueza, o seu modo de pensar, quem sabe não é por amor, ah! que bom, oscilação do humor, estas coisas de mulher, não se definir ao certo, vou esperar os três dias, puxar você bem pra perto, dar um cheiro no pescoço, emprestar o meu lenço e ouvir você em lágrimas, dizer, sufocada – me perdoe.

Eu, como bom marido, muito aborrecido, encho o peito de razão e desabafo de uma vez

… está perdoada, sua oncinha pintada.

 

(pra quem eu fiz esta poesia? adivinhe)

 

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