Tem certos dias, que a gente sente falta e precisa conversar com amigos de verdade. Aquele tipo de conversa, que traz benefício de lembrança, divagações pelos mundos passados, o presente e fazer alucinações sobre o futuro. Tenho ouvido dizer, que os amigos de verdade, são aqueles da infância, os colegas de escola e todos aqueles arrumados no decorrer da juventude, construídos a partir de energia de padecimento, de luta e de jogo de bola e nas farras.

Com o avançar do tempo, vai se tendo conhecidos, uns e outros, que vão se enfileirando, que se sabe o nome e depois se esquece, e que não fica nada guardado de paixão, de intimidade e coisas que não se sabe explicar.

Dias atrás, Vicente e Wilson conseguiram localizar bem longe, no mato, na sua fazenda o João Ribeiro, que fazia tempo que não se via. Mandaram recado pra ele, que queríamos conversar, beber uns  goles, beliscar petiscos de queijo e carne e deixar a conversar rolar, sem nenhum assunto importante, na ordem do dia.

Era só desobstruir os nossos canos de fluência. Conversar atoamente. João Ribeiro inteligente como ele só, soltou pra fora suas filosofias de vida e as impressões sobre política e a Rondônia de hoje.

Vicente, mais concentrado na burocracia, na observância das pessoas, tratou de dizer que tem muita gente, que está perto, que parecer ser gente boa, mas, que não é. Wilson sempre foi de falar muito, mas, o tempo, a idade mais avançada deu a ele a sabedoria de ouvir mais, que pra mim foi muito estranho. E nesta brincadeira de conversar bastante, sobre nossas vidas, o orgulho de nossos filhos bem encaminhados, veio também a tona, os comentários sobre política e o nosso estado. os meus sete (7) anos de mandato como governador, o que foi feito, o que não foi feito, o que foi prometido e o que foi executado e o resultado final, comentado.

o João Ribeiro mora na fazenda, ali pelas confrontâncias de Buritis, Monte Negro e Ariquemes, região de vales, onde se assenta também veios de minérios de cassiterita e topázio e foi com esta renda que criou seus filhos e hoje todos graduados. Cada um com sua historia, que achei muito bom, para me desopilar da vivencia das agendas metrificadas, que me traz em alguns dias, dores nas costas.

Como disse no começo, conversar soltamente, faz muito bem. Recebi aulas raras vindas da sinceridade de pessoas queridas.

 

 

 

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