O futuro de boca e braços

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O futuro existe. O futuro do presente (eu serei). O futuro do pretérito (eu seria). E foi assim, com estes futuros, que venho vivendo até hoje. Vou colocar aqui hoje, o pensamento da juventude de 1968. Que foi revolucionária. Que pedia liberdade. Que pedia Constituinte. Que pedia “Fora FMI”. Que pedia eleições diretas. Este era o nosso sonho. Eu tinha 20 anos. Hoje, tenho 70. Se aquele sonho, viesse acontecer, o Brasil seria grandioso, rico e justo. Aconteceu. E o nosso país não ficou rico, nem grandioso e nem justo. O sonho não vingou.

O sonho da juventude revolucionária ficou no pretérito do pretérito (passado do passado). O sonho não foi conjugado. Amanhã, dia primeiro de fevereiro, tomam posse novas legislaturas (deputados estaduais, federais e senadores), que também têm sonhos. Têm projetos na cabeça. Alguns ideais. Foi eleito um novo presidente, com discurso encaixado, flecha no alvo das esperanças do povo. E o tempo vai passar. O futuro chegará. Quero ver o Brasil daqui a cinquenta anos. Há necessidade de inverter a lógica. E ter vergonha do que somos hoje. Um país desqualificado em educação. Meu caro deputado e/ou senador, levante a sua mão em flecha, aponte para o céu, e diga em brado retumbante: – a educação nos salvará. E tudo irá se ajustando, os buracos das estradas, a violência das cidades, as contas públicas, a inovação, a produtividade, enfim, tudo.

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