Não preciso ir longe para mostrar o maravilhoso trabalho exercido por várias organizações não governamentais, fundações, igrejas e associações, aqui em nosso Estado.

Neidinha da Kanindé, brigando dentro do mato contra invasores  das reservas dos índios; Alexis Bastos da  Rio Terra que monitora unidades de conservação e faz estudos fantásticos sobre o meio ambiente; as Irmãs Santa Marcelina que cuidam de escolas, assistência médica, equipamentos auditivos e próteses; a Fundação Pio XII de Combate ao Câncer, Barretos; e tantas igrejas, católicas, espíritas, evangélicas, cada uma por si, praticando o bem, cuidando de dependentes químicos, idosos e da educação. ACUDA que faz um trabalho incrível na área de ressocialização e recuperação de presos.

Estas pessoas são movidas por uma energia diferente. Mais ou menos a que tinha Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Zilda Arns, Betinho e muitos outros. É uma espiritualidade que move estas mentes e estes corpos para a ação concreta. Veja o extraordinário trabalho voluntário no esporte, escolinhas de futebol, de basquete, recreações. Na cultura é tanta gente trabalhando como pode e dando o seu jeito de fazer por uma causa solidária. Muita coisa acontece neste país. Sem que seja governo. De fora de tudo, por conta própria, associando, compondo grupos para resolver tarefas indispensáveis para a sociedade.

As associações comerciais, que articuladas, seguram a peteca do comércio e da geração de emprego. Quando a sociedade se organiza e cada um movimenta o seu motor, a sua parte e a soma das partes poderá ser o ponto da virada, o ponto exato, para que um país mude de estágio na classificação geral dos países. Neste ponto da virada, também, os indicadores sociais e econômicos mudam.

São as atitudes das famílias, das pessoas, das entidades que sustentam a base do nosso país. O Governo tem a sua tarefa, que se feita e bem feita, será indispensável. Mas, há muitos governos trabalhando no silêncio dos dias. E cada vez mais, deve a sociedade fazer a sua parte, dar a sua contribuição, talvez, ela, fará o que o Governo não tem feito. E que o nosso país tanto precisa para se equilibrar e ser respeitado como Pátria. O Brasil tem jeito.

 

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