Tenho certeza que tudo pode mudar e para melhor, com o conhecimento. E o conhecimento deve se mover de uma pessoa para outra. De um país para outro. De uma geração para outra. Hoje, clamo por vocês mestres e doutores rondonienses. Que são servidores públicos e que receberam incentivos especiais para fazerem mestrados e doutorados. Eu não sei onde vocês se encontram agora, mas, preciso de vocês.

O conhecimento deve movimentar como a energia elétrica no fio. Aqueles das áreas de engenharia, zootecnia, veterinária, biologia, agroecológica – eu preciso de todos no Instituto Abaitará. É possível concentrar suas aulas na semana. Assumo levá-los de avião, e no término da tarefa, trazê-los aos seus municípios.

Preciso de vocês, para ajudarem a formar e qualificar jovens, juntando mais prática do que teoria, com o objetivo de preparar essa nova geração de moças e rapazes em seus cursos técnicos, para que, depois de formados, sejam disputados pelo mercado e que  contribuam com o crescimento do Estado.

O seu conhecimento, parado aí no cérebro, precisa mover-se para as mãos, pés e para as coisas boas. Parado não tem a menor serventia. A não ser um vaidoso orgulho curricular. Sem a fluência, o mestrado e o doutorado morrem, como as plantas e as pessoas. Os mestres e doutores na área de humanas poderão prestar relevantes serviços nas escolas integrais, projeto Guaporé ou contribuir na educação profissional. Além da mudança de perfil das escolas de periferia.

É a reação que espero de todos. A lei é clara, ao conceder o benefício ao servidor, para fazer mestrado, doutorado ou pós-graduação, quando custosos ao Estado, que o   beneficiário deverá, ao concluir o curso, preste, por minimamente dois anos, os seus serviços compensatórios especializados, para que o Estado incorpore este conhecimento, principalmente à juventude ou a órgãos técnicos. A bagagem de vocês, apenas, só será útil e prática se transformar pessoas, dando-lhes melhores oportunidades de vida.

Nada mais justo, não é?

 

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