Sabatina

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Sabatina é sabatina. Ou sabe ou não sabe. Como a da tabuada, tem que saber as quatro operações. Só tem que hoje, é para o Banco Central. Roberto Campos Neto é o sabatinado pelos Senadores. Tem um baita nome, que só por ele, põe respeito. Aí fica aquela coisa, faço pergunta ou não. E que pergunta fazer? Até onde sei, todos os nomes enviados pelo Presidente ao Senado, foram aprovados. Quando se fala em Banco Central (Bacen) as perguntas vêm quase sempre sem respostas. Porque tudo ali é cheio de segredos. E além de segredos, navega num oceano de incertezas, porque ele não tem o dom da premonição e nem da alquimia para fazer dinheiro. Banco Central o nome já diz:  – é banco. E no Brasil o monopólio deles é vexatório. Ninguém entende a linguagem de banqueiros. O idioma deles não é conhecido no mundo. Povo arredio. Quase invisível. E vai mais além, o mundo, o admirável mundo, que está numa polvorosa só. Ninguém sabe de nada. A Europa combalida, Inglaterra, sem se entender ainda. França numa greve de horror, Itália em estertores, Espanha devendo até os cabelos, China esturrando, mas, em declínio na economia. Estados Unidos “trumpiano”com o muro e a teoria dos jogos para o ano que vem. E o Brasil, o que pode dizer um pobre Presidente do Banco Central?  Quando nem sabe ainda dos destinos da reforma da Previdência, indispensável e mais outros ajustes necessários.  Ralos da nossa economia e dos nossos costumes? – Vamos votar! Vamos votar! Pelo menos isto, por enquanto, é o que nos cabe.

 

Foto: Augusto Cesar

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