Nunca pergunte a um governante, recém-eleito, o que ele fará. Porque ele não saberá responder. E o seu futuro governo, do tamanho que for, dependerá das circunstâncias. Ou ainda, mais claro, dependerá da situação. Mesmo que durante a campanha, como candidato, tenha feito dezenas de promessas e um rico plano de governo. Tudo dependerá das circunstâncias. Se tudo desabrochasse como flores, promessas em ações concretas, todos os eleitos fariam extraordinários governos.

Hoje, com a crise de futuro incerto e além do mais, aqui no Brasil, dívidas que se pode receber inesperadamente, restos a pagar que passa de um governo para o outro, mesmo sendo ilegal, impostos atrasados, repasses para os institutos de aposentadoria, convênios pendentes, frustrações de receitas – tudo isto pode contribuir para que o eleito, infelizmente, não consiga cumprir os seus desejos.

E o Trump será que ele cumprirá tudo que disse?

E o mundo de ameaças que fez e outras tantas de abater metade do Governo Obama, será?

Nem ele saberá responder, porque o mundo está em movimento, a economia oscilando com os ventos da incerteza, crises surgem sem se esperar e grande parte da curva econômica é ditado pelo mercado de capitais. Ondas de refugiados perambulando pelo mundo, guerras ameaçadoras, intolerância religiosa, terrorismo. Este conjunto de ações externas e internas nos Estados Unidos é que dará o ritmo da dança do Governo Trump.

E aqui no Brasil respingarão gotas de azeite quente, a cada resmungo que ele der por lá. Porque a nossa economia, política, diplomacia são frágeis. E desmantelada como está exigirá atitude dura da parte do governo (federal, estadual e municipal). Teremos que fazer o nosso dever de casa. Ninguém fará para nós. Os nossos problemas são nossos, assim, como as soluções deles.
Como o Rio de Janeiro sairá da sua crise?
Do jeito que ele entrou no buraco, ele terá que sair. Ajustando-se e cortando no osso, para que lá na frente, poder respirar de novo. Não há outro jeito. Da mesma forma o Brasil inteiro, deverá cuidar e arrumar o desmantelo previdenciário (aposentadoria, pensões e outros benefícios), ajustar logo, agora, doa a quem doer, mas, o ajuste deverá ser feito. Não adianta sonhar com Papai Noel trazendo sacos e mais sacos de dinheiro para se cobrir o rombo das nossas contas.
As reformas serão feitas pelo bem ou pelo mal. E quanto mais demorar pior ficará.

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