Desmascarados

Desmascarados

Sempre achei que se deve falar, e se possível, falar bem alto. Dizer o que se pretende fazer. Falar de utopias e de sonhos. Isto serve para todos. Se ficar com o pensamento travado, o universo não lhe reconhece como um ser existente.

Quando fui candidato a governador em 2010, Jandir (Vilhena) me provocou. – Confúcio, no seu plano de governo, quantos quilômetros de asfalto fará? Eu respondi, “uns 300 quilômetros”. Ele falou, assim não dá. É pouco. Prometa mil. Pode prometer. Se não prometer, não fará nada. Assim eu fiz. Prometi. Falei. Discursei. Coloquei na propaganda. Fui eleito. E fiz.

Brasília não foi pensada por JK, veio de profecias, do trabalho de Hipólito da Costa, mais de cem anos atrás. Alguém pensou. Alguém falou. Alguém se mexeu. E JK numa circunstância de campanha teve que confirmar as “profecias” que já estavam na Constituição. Maioria do que é feito hoje, já foi pensado e falado por outros. E cada obra ou serviço especial, só terá mais força se vier rolando no tempo e alguém, pegar no ar e realizar.

Estou perambulando com maior desembaraço em Rondônia. A pandemia ainda vigente. A vacina progride, a doença regride, mas, ainda com altos números de mortos e infectados.  Nas ruas, maioria das pessoas sem máscaras. Falando como se tivéssemos em tempos de paz. Como se estivéssemos num paraíso de flores e cânticos. Para derrubar a indiferença, só com aumento da vacinação.

Não posso lhe dizer quantas obras inacabadas têm no Brasil. Basta dar uma olhada por onde passar, de certo, encontrará uma obra iniciada e não concluída. Imagine o prejuízo de tudo isto? Ali, depois de Itapuã do Oeste (RO), no sentido Porto Velho, tem uma obra feita, usada e abandonada. O mato degradando tudo, feição de tapera. Sem nenhuma serventia. Feita pela FUNASA. Acabou-se.

Em Ariquemes tem quatro creches inacabadas. A tese do bom senso seria iniciar uma nova obra quando não houver mais obras inacabadas ou comprovadamente desnecessária. O jogo é bruto, ora o abandono pelas empresas. Ora pela burocracia. Ora por recomendações dos órgãos de controle. E o povo brasileiro é quem paga tudo. Mesmo que não tire nenhum benefício. É o bendito desperdício.

Será que tem algum economista que seja capaz de calcular o índice de desperdício em nosso país? Eu acho o Brasil um país riquíssimo, tão rico que se dá ao luxo de jogar dinheiro fora. Como se diz – rasgar dinheiro.

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