Morte do Marcelo Santos

Morte do Marcelo Santos

Morrer de COVID-19 parece que virou coisa normal. Simplesmente dizer: morreu de COVID. Na hora certa ou na hora incerta, velho ou novo, não faz diferença, desde que seja COVID. O horror virou rotina, cada dia, a notícia da tarde vai dizendo, mil, dois mil, três mil, é gente que poderia viver, mas a COVID rastela. Impiedosa.

Foi neste ambiente de 2021 que se foi mais um amigo, o meu amigo, deve ter acontecido com você também, aí onde se encontra, ter o mesmo sentimento, a incompreensão, que perdeu amigo ou parente, tão especial, a morte dói na gente.

O dia 27 de julho de 2021 Ariquemes acordou com a notícia triste da morte do Marcelo Santos. Esta morte me deu um soco no queixo. Fiquei tonto. Porque Marcelo, posso até dizer, sem exagero, tem um pedaço dele em mim, uma forte ligação, porque convivi com ele quanto fui prefeito da cidade. Convivência mesmo, de todos os dias juntos, discutindo a cidade, os projetos, os recursos, o trivial, o celestial dos sonhos.

Fui atrás dele em Urupá, pela fama comprovada de ser um excelente gestor público. E ficou comigo os dois mandatos. A COVID-19 pegou o Marcelo e o matou aos 45 anos. Hoje, conversando com Maristela Cristian da Luz, secretária de Ação Social de Monte Negro, ela me disse – “o coronavírus é covarde. Joga a gente no chão. Além de abalar os nossos nervos, colocando o medo em nossas vidas. Ele desarma a nossa alma. Só a vacina será capaz de detê-lo”.

Acompanhei o enterro dele, com centenas de amigos, com a família, todos choramos, com toda razão, por gratidão, que foi demasiado grande, por ele ser boa gente, amigão, por ter colocado a sua competência em cada pedaço da cidade, dos projetos escritos, cada planilha ajustada, das audiências públicas, das leis produzidas.

A cidade deve guardar Marcelo no seu coração. Com ele circulando nas veias da cidade, Ariquemes há sempre de prosperar e ser a cidade planejada, com sua mão abençoada, sempre guiando a todos os prefeitos que a cidade terá, por todos os tempos.

 

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