O salto no escuro (uma história da pandemia COVID-19) Capítulo 57

O salto no escuro (uma história da pandemia COVID-19) Capítulo 57

Estamos no dia 09 de abril, as mortes e o colapso no sistema de saúde deverão continuar, com previsão chegarmos ao final do mês com 400 mil mortos. E ficamos aqui, todos, com um sentimento de impotência diante da tragédia.

A pandemia no Brasil saiu dos controles. E agora, chegamos a um vale-tudo de iniciativas variadas. Porque instalou-se uma crise verdadeira, sistêmica – e se pensarmos bem, teríamos que atacar todos os pontos ao mesmo tempo.

Desde o colapso do sistema de saúde, a falta de insumos essenciais e até mesmo de medicamentos. Se a crise é sistêmica, a solução também deve ser sistêmica. Está morrendo gente de COVID e morrendo gente também, por falta de atendimento, por outras doenças que necessitam de procedimentos urgentes e eletivos. É morte sobre morte. O combate a pandemia está agora nas mãos da população. Governos sozinhos não darão conta de estancar sofrimentos.

Eu sei e todos nós sabemos que o PNI (Plano Nacional de Imunização) é um dos melhores do mundo, mas, se tivéssemos vacinas disponíveis, para um ataque vacinal em todo país. Não tendo vacinas no curto prazo, depois da ANVISA credenciar novos laboratórios farmacêuticos – abrir a compra, para os Estados e municípios, isolados ou em consórcios.

Cabe ao Senado, em boa hora, ser o agente desta convocação nacional – através dos prefeitos, governadores e da iniciativa privada. As empresas devem ser estimuladas a buscarem no mercado este insumo tão necessário agora. A pandemia está humilhando a todos.

Se tivermos vacinas para imunizar em 30 dias a população acima de 60 anos – os dados mostram que haverá de redução em 20% na ocupação das UTIs. E até agora, só podemos contar de verdade, com o Butantan e Fiocruz – na liberação, conforme contrato, das vacinas que estão beneficiando grupos prioritários. As outras compras terão entregas previstas para o fim do ano.

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