Salto no escuro (uma história da pandemia COVID-19) Capítulo 54

Salto no escuro (uma história da pandemia COVID-19) Capítulo 54

Com tanta morte, de esconjurar, pouca vacina, muito medo, poucos são os caminhos a seguir aqui no Brasil. Ou se trava mesmo a cidade (as cidades), modelo Araraquara (SP), Wuhan (China). E vai liberando o povo com o uso da máscara obrigatória.

Quem desobedecer – seja Pedro ou João, punição mesmo. Como no caso do bafômetro, deu álcool no sopro – delegacia. Somadas outras recomendações – higiene das mãos, nada de aglomerações. Enquanto, se faz tudo isto e se pratica mesmo, vai-se vacinando, como pode e com o que se tem.

Não há outra maneira de fazer a coisa acontecer, e a gente ter paz. Dar uma mão de alívio aos profissionais de saúde. Uma mão de alívio a todos aqueles que pedem vaga numa UTI. Ninguém quer ir para UTI. Nesta pandemia, quando se falta o ar, quando se afoga, todos pedem UTI.

Governadores e prefeitos em aflição, um copiando o que o outro faz. Não há milagre fora da ciência. Todo mundo ansioso com notícias ruins. Com mortes de amigos e parentes.
O que é certo e se pode esperar, de verdade, para este mês de abril – em nossa previsão otimista é de aproximadamente, em números redondos, 20 milhões da Fiocruz, 13 milhões do Butantan, 2 milhões da Covax Facility e 4,5 da Pfizer. Somados, aproximadamente 39,5 milhões. A pessimista: se a Pfizer não entregar, teremos 35 milhões de doses.

Próximo artigo, falarei da quantidade de vacinas de abril a junho. A grande labuta é que a MOÇÃO de autoria da senadora Kátia Abreu, subscrita por 65 Senadores e aprovada no Plenário no dia 23 passado, encontre eco na Organização Mundial de Saúde (OMS), Estados Unidos, China, Índia, enfim, no mundo inteiro.

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