Eu vou falar apenas de duas enfermidades, que são a diabetes e a hipertensão arterial, doenças crônicas. Como tantas outras, se a gente não cuidar, no caso a diabetes pode provocar cegueira, amputação de membros (pernas, braços, dedos), má circulação, comprometer a filtragem dos rins, levando a pessoa ao processo de hemodiálise e muita coisa ruim pode acontecer. A hipertensão, pressão alta, se não controlada, pode provocar um derrame e uma possível invalidez – metade do corpo sem movimentos.

Hoje, seis a sete por cento da população brasileira é diabética. Como somos duzentos milhões de habitantes, sete por cento equivalem a quatorze milhões de brasileiros diabéticos. Em relação aos hipertensos, o quantitativo é muito mais expressivo. Portanto, é preciso tratar toda essa nossa gente com muito zelo.

A maioria dos brasileiros não dispõe de recursos porque o tratamento de uma diabetes complicada ou uma hipertensão e suas sequelas é muito caro, é penoso e muito difícil para as famílias. O paciente, sem recursos, fica jogado em hospitais, de qualquer maneira, sem receber um tratamento adequado.

É fundamental que as prefeituras, junto a seus agentes comunitários de saúde e em seus centros de saúde, tenham recursos para identificar portadores dessas doenças, trazê-los para realizar consultas periódicas e proporcionar um tratamento digno. Ir atrás mesmo. Não deixar faltar remédio.

Fazendo isso, o paciente poderá melhorar sua expectativa de vida, ter um pouco mais de paz e sossego e o SUS fará uma enorme economia de recursos financeiros. A gente economiza porque deixa de gastar com UTI, com as hemodiálises, com os deslocamentos, com os transplantes e tantos outros transtornos. Então, cuidar das doenças crônicas é dever de todos.

Nós sempre pensamos e falamos que o Brasil é o país do futuro, mas esse futuro está sempre indefinido. A gente não sabe quando será esse Brasil próspero do futuro. Nós ficamos sempre falando – eu acredito, eu tenho esperança no futuro do Brasil. Mas eu digo sempre pra mim mesmo que o futuro do Brasil é agora, é o que está aqui diante de nós neste exato momento.

Não é fácil, hoje, a gente falar em um Brasil diferente no futuro, porque temos tantas dificuldades, tantos problemas na área de segurança pública dominada pelo crime organizado. Nós temos uma segregação entre pobres e ricos, com um distanciamento ainda muito comparável ao do século 19 do período da escravatura, com poucas nuances de modernização.

No entanto, estamos nos esquecendo de realmente enfrentar o presente. O presente do Brasil com suas políticas sérias, com suas políticas de médio e longo prazos. Uma delas é o enfrentamento da disparidade educacional, do nosso fracasso, colapso educacional, visível, reconhecido e vergonhoso. Precisamos realmente atacar esse drama. Não é justo perdermos nossos jovens de 13 aos 17 anos pela desilusão.

Não é justo deixarmos de abrir oportunidades para o mercado internacional, de transformar o Brasil num país leve, desburocratizado, competitivo, capaz de inovar e produzir, diante das tantas excepcionalidades que temos. Uma delas é o agronegócio inteligente, que faz bonito e é muito inovador, criativo, revolucionário. Isso é importante. Precisamos realmente entender e promover o patrimônio ambiental que temos.

Há um deslumbramento por parte de muitos grupos perniciosos no Brasil que, de certa forma transgressora, sub-reptícia, e até criminosa, tratam a ocupação de espaços de unidades de conservação, tais como o que ocorre em reservas indígenas e em áreas patrimoniais, como se deles fossem.

Nós precisamos regularizar o Brasil. Nós precisamos entrar nas favelas, levar as coisas bonitas aos pobres, levar as melhores escolas para os morros, para os bairros periféricos. Temos uma dívida, que eu chamo de vergonhosa, que é o transporte coletivo metropolitano. Não é justo que nós estigmatizemos as nossas populações mais pobres num transporte nefasto, horroroso, cruel, onde as pessoas demoram de três a quatro horas dentro de um ônibus, em péssimas condições, desqualificados, e em pé.

Precisamos de muita coisa, e temos que começar agora. O Brasil do futuro é agora. O Brasil do futuro é este momento exato. Fazer a coisa certa e não repetir os erros do passado.

 

A Escola Família Agrícola é um modelo de escola diferente, ela foi originada da França, criada lá pelos padres francês e um deles veio para o Brasil e implantou a primeira escola família agrícola chamada de EFA, no Espírito Santo. Hoje em dia as escolas famílias agrícolas estão esparramadas no Brasil quase todo. São escolas diferentes. Elas não são ligadas diretamente à Secretaria de Educação e aos governos.

Elas são escolas das comunidades. As famílias se organizam e normalmente o professor local ensina os meninos daquela comunidade de assentamentos rurais nos municípios distantes e elas são mantidas, a princípio, com as doações dos pais.

O aluno fica quinze dias na escola assistindo aulas teóricas, leva a sua roupa, seu travesseiro, seu lençol, seu cobertor, leva sua pasta de dente, seu sabonete, leva o saco de arroz, o feijão, leva tudo puder levar para ser mantido durante quinze dias. Lá eles plantam hortas, fazem os serviços e aprende as técnicas sustentáveis de cultivo de agricultura, sem uso de venenos ou de pesticida de um modo geral.

Com o tempo as escolas foram fazendo convênio com as prefeituras, mas elas são dirigidas de maneira autônoma. Quando eu fui deputado na década de 90, nós já montamos uma frente parlamentar de apoio às escolas famílias agrícolas.

Quando eu fui governador, mandei uma lei para a Assembleia me autorizando a fazer convênios com as escolas família agrícola passando um dinheiro por dobro de alunos de cada uma delas. Eu espero que continue, né? Eu não sou mais Governador, mas eu espero que esteja continuando esse trabalho aqui no estado de Rondônia.

Eu sou um fã das escolas famílias agrícolas, da chamada pedagogia da terra.

Nos quatro textos anteriores tratei do momento histórico único pelo qual o estado de Rondônia passará nos próximos cinco, dez anos, em função dos avanços estruturais pelos quais passará no curto prazo. Abordei os avanços acumulados nos meus dois mandatos de governador, continuados pelos meus sucessores, e consolidado pelo meu mandato de senador, com agenda estratégica voltada para o que é mais estruturante.

Enfatizei, também, a oportunidade que a eleição de presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado me ofereceu para ampliar os espaços do mandato nesta direção. Ressaltei as vantagens comparativas do estado em função da sua localização geográficas na América do Sul, da pujança econômica do agronegócio local e da agenda de ações reservadas ao território pelo Novo Programa de Aceleração de Crescimento – PAC.

Reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado

O que se vislumbra no horizonte é um ciclo de desenvolvimento mais consistente do que todos os outros já vivenciados pelo estado. Ao contrário daqueles, em que apenas parte da sociedade se apropriou dos resultados, o ciclo que chega agora pode beneficiar a todos.

Ora, se haverá espaço para o crescimento econômico do estado, as empresas, existentes e novas, ganharão. Os consumidores ganharão. Os governos ganharão. No entanto, somente haverá ganhos coletivos de fato se os trabalhadores também forem beneficiados.

Em mercado globalizado, mercadorias e mão de obra são tão fluídas quanto a moeda. Se deslocam com a mesma rapidez. Logo, neste ambiente, a disputa por empregos não se limita aos territórios locais, ou aos trabalhadores mais próximos do local onde a vaga é aberta. No caso dos empregos mais qualificados (e de maior remuneração), a disputa é global – e acirrada.

Em todas as ações definidas pelo Novo PAC para o estado de Rondônia haverão demandas por mão de obra qualificada. Desde a construção da ponte binacional Brasil-Bolívia, passando pela concessão da BR 364, pela melhoria da navegação no Madeira, dos portos e aeroportos até chegar naquelas que resultarão do aumento no número de empresas e das centenas de atividades produtivas que aqui se instalarão, estas originadas do continente inteiro.

Portanto, urge o fortalecimento da rede de formação profissional instalada no estado – e, se necessário, complementá-la. Neste sentido, a rede dos Institutos Federais, com 10 campi em operação, mais o de Buritis a ser instalado, me parece ser o bastante para atender setores importantes da economia. É importante ressaltar que o IFRO possui excelência na formação técnica de nível médio e na formação superior de tecnólogos em áreas específicas.

Para os estudantes do ensino médio fora da Rede IFRO, o Programa Pé de Meia, do MEC, parece ser uma solução importante para aqueles jovens que buscam apenas a conclusão regular. No programa estão os elementos necessários para que os alunos permaneçam na escola e, assim, concluam ciclo educacional tão importante para a construção de carreiras profissionais minimamente estruturadas.

No caso de Rondônia, o estado conta com o Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional – IDEP, criado ainda no meu governo. O IDEP possui estrutura para promover formação profissional para os segmentos menos orgânicos de trabalhadores. Ou seja, trabalhadores em fase de conversão laboral (mudança de profissão), trabalhadores eventuais, desempregados, trabalhadores por conta própria, trabalhadores cooperativados e potenciais empreendedores.

Na mesma direção, o Ministério da Fazenda propõe aos estados a conversão de parte de suas dívidas com a União em investimentos para a formação profissional dos seus trabalhadores. Do mesmo modo que pensamos para Rondônia, o Ministro Haddad planeja para o Brasil. Na avaliação dele, o país vai vivenciar um ciclo de crescimento de tal grandeza que será necessário preparar mão de obra de forma intensiva para atender a demanda. A pactuação com os estados parece ser um caminho acertado – e Rondônia também pode se beneficiar disso.

Por fim, e não menos importante, é necessária a compreensão das organizações que representam os trabalhadores do estado sobre o momento que se aproxima. O mercado de trabalho passará a ter recorte continental, de modo que o nível de organização e competência dos sindicatos, das federações, das confederações e das cooperativas pode ser a diferença entre a empregabilidade ótima ou o fracasso na ocupação das vagas que serão criadas. A profissionalização da gestão destas organizações é um imperativo inadiável.

Eu acho que não tem mais ninguém que duvide do aquecimento global. Anteriormente, quando a gente falava nesse assunto, muita gente dizia que era besteira. Isso não vai acontecer nunca! Isso é história de ambientalista. Catástrofe do fim do mundo, esse negócio de aquecimento global, aumento de temperatura, a morte do planeta, enfim, todas as dificuldades que nós estamos vendo hoje, eu creio que a população do mundo está observando que tudo é verdadeiro, que o aquecimento global é feito pela mão do próprio homem.

Depois do período industrial, do fim do século 19 pra cá, com a industrialização, com o petróleo, as indústrias, a fumaça, com as chaminés, com os desmatamentos, enfim, tudo feito pelo próprio homem, as coisas foram mudando. Hoje a temperatura do planeta, vocês viram o calorão desse ano foi tão quente que nunca se vendeu tanto ar-condicionado no Brasil, nem se fala dos ventiladores.

Quando cheguei a Ariquemes já tinha a temperatura alta, porque é uma região tropical, Amazônia, e a gente só tinha mal um ventilador e nem reclamava, porque não podia nem comprar um ar condicionado, e agora você vai numa loja é difícil de achar um ar condicionado, por causa do calorão as pessoas não estão aguentando.

42, 45 graus. Isso tudo faz com que a vida fique difícil para a humanidade. Agora nós temos que fazer o dever de casa, voltar ao passado, plantar árvores, conservar as águas, as nascentes. Poluir menos a atmosfera, diminuir as chaminés, controlar mais as empresas para que realmente elas sejam mais sustentáveis, que pense na preservação ambiental. O aquecimento global é uma realidade.

Com as bases do desenvolvimento do estado de Rondônia estabelecidas já em 2018, o meu mandato de senador buscou dar continuidade à construção das condições para que o processo seguisse o seu curso, sem riscos de retrocessos. Além dos programas e projetos descritos no texto anterior, a escolha para presidir a Comissão de Infraestrutura do Senado reforçou a minha convicção de que seria possível transformar Rondônia em um grande hub para atender ao mercado de 426 milhões de consumidores dos 13 países da América do Sul.

Tratando do Projeto sobre Fundo de Investimento em Infraestrutura Social – FIIS, com o diretor do BNDES, Nelson Barbosa.

Neste sentido, fiz três movimentos importantes na semana que passou. O primeiro foi apresentar o Projeto de Lei nº 858/2024, propondo a criação do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social – FIIS, pelo qual busco assegurar recursos para a construção, reforma e manutenção de equipamentos públicos na área de educação, saúde e segurança, para além do Orçamento Geral da União – OGU. A garantia da melhoria contínua destas três políticas é condição importante para a solidez estrutural do que pretendemos.

O segundo movimento foi usar a Tribuna do Senado para chamar a atenção sobre a fabulosa oportunidade que se abre para Rondônia e para o Brasil, a partir do anúncio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. No discurso que fiz alertei para o fato de que a pauta polarização não nos interessa enquanto estado de Rondônia, uma vez que pouco impactamos nos resultados da eleição nacional. O foco é desenvolver o estado.

Por fim, o terceiro movimento foi uma reunião de trabalho com o Ministro dos Transportes, Renan Filho, para traçarmos um panorama da infraestrutura de Rondônia atual e definirmos as prioridades. Em uma manhã em seu gabinete, detalhamos o que é o mais urgente para o estado e para o país.

Com o ministro dos Transportes, Renan Filho.

No Novo PAC estão inseridos os projetos que faltam para Rondônia chegar ao patamar que projetamos para o estado,[1] além, claro, das obras das quais já tratamos nos textos anteriores, como a construção da ponte binacional Brasil-Bolívia. da concessão e duplicação da BR 364 – além de potencial construção de ferrovia transoceânica já em tratativas entre Brasil, China e Peru.

Será importante ter o aeroporto de Ji-Paraná ampliado e modernizado, conforme consta na agenda do Novo PAC. O mesmo digo em relação a dragagem do Rio Madeira, entre Porto Velho e Humaitá, no Amazonas. O PAC também prevê a sinalização hidroviária desde a foz do Madeira, no Amazonas, até a cidade de Porto Velho. Estas duas obras darão a fluidez e a segurança que o transporte de mercadorias e de passageiros pelo rio necessita. O Porto Fluvial de Cargas de Porto Velho será adequado ao novo momento, ampliado e terá a sua concessão efetivada. Já há fila de interessados.

Em um mundo globalizado, a internet é instrumento importante para que as transações comerciais, as notícias e a comunicação entre pessoas sirvam ao desenvolvimento. Neste sentido, o PAC investirá muito na ampliação do 5G para boa parte dos municípios e na universalização do 4G em regiões ainda carentes de sinal. Além disso, a infovia do estado será expandida em mais 1.100 quilômetros, encerrando qualquer vestígio de apagão digital que ainda exista no território – e aqui falo também das aldeias indígenas, das comunidades ribeirinhas e quilombolas, estejam elas onde estiverem.

Embora o Projeto de Lei nº 858/2024, citado no início, tenha o objetivo de construir mecanismos de financiamento para equipamentos públicos de saúde, educação e segurança, o Novo PAC já contempla, de forma generosa, orçamento para esta finalidade. Com a aprovação e início da operação do Projeto de Lei 858/2024, o governa federal espera terminar 2026 com toda a demanda reprimida por reformas e construção de novas escolas, incluindo creches, unidades de saúde e de segurança atendida. Todos os municípios de Rondônia serão atendidos já a partir deste ano.

A questão do saneamento básico no estado de Rondônia – água, esgoto e aterro sanitário – sempre foi tratado com alta prioridade na Comissão de Infraestrutura, que eu presido no Senado Federal. Por isto, consta no Novo PAC de forma relevante. Os recursos alocados no programa para o estado são suficientes para aumentarmos a cobertura do abastecimento de água tratada nos municípios, ampliarmos a cobertura de serviços de esgoto nas áreas urbanas e darmos a destinação correta ao lixo residencial e industrial produzidos nas maiores cidades.

Em relação à fragilidade do quadro de pessoal das instituições públicas, dois fatos importantes merecem serem citados. O primeiro foi a forte reativação do Programa Mais Médicos – PMM em 2023. O Programa se ampliou tanto que chegamos agora no início de 2024 com 28.200 profissionais de saúde contratados, possibilitando uma cobertura de 82% do território nacional, ou 86 milhões de brasileiros atendidos. Em Rondônia, até março de 2023, o estado tinha 302 médicos atuando nos municípios. Agora, são 438 profissionais do Mais Médicos, sendo 21 deles em distritos sanitários indígenas.

O segundo fato relevante foi a abertura do Concurso Nacional Unificado – CNU, realizado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, que vai contratar 6.640 novos servidores para 21 órgãos diferentes. Com este novo modelo de seleção será possível preencher as vagas a partir de critérios técnicos naqueles estados com maior déficit de pessoal e não mais a partir da força política deste ou daquele Ente. Rondônia está entre os estados contemplados.

Na próxima semana, no último artigo desta série, tratarei das estratégias necessárias para a qualificação profissional dos trabalhadores rondonienses, de modo que estejam preparados para ocupar o protagonismo no mercado de trabalho da América do Sul, no futuro breve.

[1] Para ver todas as ações em detalhes, visite https://www.gov.br/casacivil/pt-br/novopac/mapas-de-obras-por-estados

Quando fui Governador do Estado, um dia chegou o deputado federal Nilton Capixaba, de Cacoal, e falou: “Governador, eu tenho três milhões para construir uma praça, a Praça Beira Rio, que será a mais bonita de Rondônia, mas esse dinheiro não dá. Eu queria que você completasse esse recurso para fazê-la”. E o Capixaba era um deputado muito danado. Quando ele colocava uma ideia na cabeça, não tinha quem a tirasse.

Muito bem, ele foi insistindo, eu dei umas engasgadas, desconversei, marquei para a frente, ele voltou. Certo é que não teve jeito, nós colocamos lá, na época, quatro milhões a mais. Ele colocou três e o dinheiro ainda não deu, ainda coloquei, como Governador, mais um pouco.

Com aquele pração eu falei, – Capixaba, essa praça, o povo não vai ficar com ela, porque não vai, é longe, na beira do rio. O povo não vai do centro pra lá. Ele falou: “vai, vai, vai”. Aquela conversa, né? Muito bem, foi feito uma obra muito bonita e a praça não deu certo. Agora, recentemente, eu estive lá em Cacoal e fui lá na praça. O prefeito Fúria me convidou. A praça vai virar o Centro Administrativo da Cidade.

O prefeito aproveitou todas as construções que seriam bares, restaurantes, essas coisas todas e foi emendando. Fez um projeto arquitetônico, englobou tudo e montou todas as secretarias lá. Está na fase final. Está muito bonito. Andei lá. Os ambientes são muito bacanas. Então, eu botei o título dessa minha crônica, no BLOG de hoje, “A Praça Que Virou Prefeitura” e será uma das prefeituras mais maravilhosas do estado de Rondônia, porque era praça. Na beira do rio Machado.

Quem vai para Rolim de Moura vai ver a prefeitura linda. E o povo de Cacoal, quando precisar de qualquer coisa, vai ter que descer lá para a praça. Tem ainda um pedaço da praça. As pessoas podem passear, podem sentar. Tem um auditório gigantesco pra fazer eventos, festas e tudo. Tudo na frente da Prefeitura. A Praça Que Virou Prefeitura.

precisar de qualquer coisa, vai ter que descer lá pra praça. Tem ainda um pedaço da praça. Pode passear, pode sentar. Tem um auditório gigantesco pra fazer eventos, festas e tudo. Tudo na frente da Prefeitura.

Como afirmei no primeiro texto desta série, ao assumir o governo do estado lá no distante ano de 2011, trazia a ideia de modernização e inovação para a administração pública. Avançamos muito. O estado hoje é referência em equilíbrio fiscal e transparência na gestão dos gastos públicos. Nada foi por acaso. As bases para o desenvolvimento sustentável foram lançadas. Deixamos o governo com 83% de aprovação popular, resultado do esforço de inserir Rondônia na Agenda Nacional. Conseguimos.

O mesmo espírito eu trouxe para o Senado Federal. Ao denominar o meu mandato de “Mandato de Resultados”, pensava em resultados longevos, estruturantes, estratégicos, para todos. Os projetos de lei que apresentei tiveram estes princípios; superar gargalos históricos, renitentes e que, por isso, travam o desenvolvimento do estado.

Hoje quero me deter nas ações que priorizei até agora no âmbito do mandato. Como todos sabem, o mandato possibilita ao parlamentar o acesso às chamadas Emendas Parlamentares, que são recursos do Orçamento Geral da União – OGU para serem aplicados em políticas públicas, nos seus estados. Do total destinado a cada parlamentar, 50% devem ser utilizados obrigatoriamente na área da saúde. Os outros 50% são distribuídos de acordo com os interesses do agente político.

Pois bem. Na lógica de priorizar o que é estruturante, estratégico e amplo, decidi atuar a partir de projetos, com começo, meio e fim. Assim, foi possível alocar recursos ano a ano, de modo que as ações maturem e produzam os resultados desejados. Em relação à saúde, seguindo as diretrizes do SUS, priorizamos soluções para problemas mais complexos, com maior potencial de aliviar o sofrimento das pessoas.

Para ganhar celeridade e dinamismo nas ações, pactuamos parceria com o Instituto Federal de Rondônia – IFRO, em que confiamos a execução do Projeto Cidades Inteligentes, que consiste no aporte de tecnologias nas áreas de saúde, educação, segurança pública, inovação e empreendedorismo aos municípios.

IFRO – Campus Ariquemes

Também com o IFRO implantamos o Projeto de Informatização Escolar, cujo objetivo é acabar com o apagão tecnológico nas escolas do ensino fundamental no estado de Rondônia. Já são 22 municípios atendidos pelo Projeto. O Projeto Comunidades Fortes é outra ação que realizamos em parceria com o Instituto, no qual buscamos criar as condições para o desenvolvimento econômico para as comunidades urbanas e rurais mais pobres.

O Projeto de Inclusão Digital é outra ação estruturante, que leva a internet às comunidades indígenas de todo o estado, incluindo as mais longínquas, diminuindo distâncias e conectando pessoas ao mundo.

Nossa luta para a expansão do ensino profissionalizante no País tem o objetivo de preparar milhares de jovens para o mercado de trabalho, ainda no ensino médio. O anúncio, pelo governo federal, da instalação de 100 novas unidades do Instituto Federal é resultado deste esforço. Em Rondônia, o novo campus do IFRO em Buritis completa a necessidade de estrutura profissionalizante no estado, o que atenderá a demanda por mão de obra qualificada para os próximos 10 ou 15 anos.

Ilustração – Ponte Binacional

A mesma lógica se aplica à construção da Ponte Binacional em Guajará-Mirim, a conexão que faltava para os Países Andinos e Pacífico, abrindo ao estado novos mercados e possibilidades. A concessão e duplicação da BR-364 aproxima o estado de Rondônia do sul do Brasil e do Continente Sul-Americano. A recuperação dos trechos da BR-364 em Itapuã do Oeste, Ariquemes e Presidente Médici contribui para que seja atendido o fluxo atual da via. O fortalecimento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte de Rondônia – DNIT-RO, que saiu de orçamento anual de R$ 150 milhões para R$ 600 milhões oferece o suporte necessário à malha viária do estado. A concessão, ampliação e entrega do aeroporto Jorge Teixeira, anunciada para outubro deste ano, completa o primeiro conjunto de obras estruturantes que já coloca o estado em condições de liderar o novo momento de desenvolvimento no Continente.

No próximo texto tratarei das ações já inclusas no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e as que estão em pauta na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal que impactarão o estado de Rondônia e o transformarão na grande ancora da América.

Nessas minhas andanças por Rondônia, eu tenho conversado muito com os membros do nosso partido, o MDB, e eles falam assim: nós não temos uma nominata completa ainda, com candidato puxador de voto. Eu digo: olha gente, tem aí uma turminha nova que ainda não foi testada. E eles; não temos nenhum time igual ao do Palmeiras, ao do Flamengo, aos grandes times, com jogadores de primeira linha. Eu digo: a gente lança times pequenos, competitivos.

Vocês lembram do time do Cuiabá, do Bragantino, que fizeram um Campeonato Brasileiro excelente? Saíram-se muito bem, fortes, né? Não tem nenhum estrelão. Então, a gente lança um regra três, escala o pessoal de um nível intermediário com bons jogadores, jovens talentos, que ainda não foram testados.  Igual ao Bragantino. É fundamental lançar uma alternativa. Não precisa ter medo. Se fosse assim, não renovava. Quantos prefeitos novos que não haviam sido candidatos e hoje são prefeitos maravilhosos em Rondônia?

Então, vamos escalar um time novo que poderá obter um ótimo desempenho, isso é fundamental. Eu aconselho aos nossos diretórios municipais de Rondônia montar times alternativos, que não seja com aqueles cabeções, aqueles tradicionais puxadores de votos, porque os puxadores também cansam, eles também ficam velhos e mais lentos, aí a gente pega uma juventude de alta velocidade e teremos um resultado extraordinário.

A localização geográfica do estado de Rondônia no Hemisfério Sul – parte integrante do chamado Sul Global – é uma vantagem comparativa que precisamos potencializar. Esta possibilidade era impensável há 20, 30 anos atrás. Isto foi possível em função dos investimentos realizados em infraestrutura no território nacional, na modernização e vigor do setor agropecuário e com o avanço do desenvolvimento tecnológico, a internet em particular.

Com estas variáveis – localização geográfica quase central nas Américas, melhoria tecnológica da produção, contínua melhoria na estrutura logística e atuação protagonista dos agentes políticos em nível federal – é razoável pensarmos em um mercado com 426 milhões de pessoas absolutamente acessível à influência do que ocorre ou é produzido em Rondônia.

Para isso, é necessário que os governos estadual e federal combinem esforços no sentido de transformar Porto Velho em um ponto de convergência (hub) de produtos, serviços, tecnologias, recursos humanos, investimentos organizados e planejados de modo a operar as mais variadas demandas originadas em cada um dos países que compõem a região.

A isto se soma a pujança econômica vivenciada pelo estado nos últimos 20 anos, puxada pela produção de grãos, carne bovina, leite, pescado e café. Os investimentos em infraestrutura projetados para os próximos anos garantem condições para que o estado seja o grande beneficiário do boom econômico futuro próximo na região. Para ilustrar, vejam os dados das exportações do estado referentes a dezembro de 2023:

Fonte: SePOG-RO – Boletim Observatório do Desenvolvimento Regional – Dez 2023

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de mais 2,9% em 2023, teve forte contribuição do agro, que cresceu 15,1% de 2022 para 2023 (IBGE, 2024). Estes indicadores sugerem que o setor continuará a se expandir, o que nos permite projetar que o espaço que buscamos para Rondônia é viável, longevo e possível.

Ora, se o estado está em localização privilegiada, possui capacidade produtiva instalada, reúne condições estruturais suficientes (estradas, portos, aeroportos), está incluso em programas de investimentos públicos e dispõe de apoio político na esfera federal, é natural que pleiteie protagonizar o processo de desenvolvimento que decorre de tudo isso – se não o fizer, será caudatário do mesmo e ficará subordinado aos interesses alheios.

É claro que as possibilidades que tratarei aqui terão o setor do agro como polo central das estratégias, mas a ele se juntarão outros elementos que, combinados, lhes agregarão valor e lhes acrescentarão a competitividade duradoura necessária à acumulação de riquezas ao povo rondoniense. Aproveitar e potencializar as oportunidades que o momento histórico oferece é o que de fato importa. Convoco todos ao debate.