Marília Mendonça

Marília Mendonça

 

Como todo mundo sabe a menina genial morreu. Não sei porque a genialidade tem tanta pressa. Ainda mais se vê, neste talento que vem de dentro, do miolo da célula, que se tem a graça de descobrir e encontrar ali, o que há de mais sagrado – a arte.

Brotou nela o seu próprio ofício, exercido nas noites e nos dias, justamente, para atiçar os segredos. Os mais sagrados sentimentos, guardados nas mulheres, mais das vezes, doloridas, decepcionadas, onde o seu canto se fez ninho.

Tenho uma “playlist” dela. De quando em vez ouvia. Disparei a ouvi-la repetidamente agora, parece querendo ressuscitá-la, com um eletrochoque dos seus poemas livres e do batidão do fundo musical, este “sertanejo” feminino, ancorado na sanfonice goiana.

Eu nunca esqueci Elvis Presley, nem Tom Jobim, nem Cartola – mesmo mortos, ainda tem voz cantante, que bate forte, que me embala, por isso, vivem. Assim, terá o mesmo destino a extraordinária musa sertaneja do Brasil inteiro – Marília Mendonça. “Esqueça-me se for capaz”…. (Nunca me esquecerão).

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