Confúcio Moura
Médico, escritor, cronista
educador e apaixonado por Rondônia

A vala comum

Ela me disse, nada contra a vala comum. Como nas guerras: as trincheiras, a câmara de gás, o paredão comunista, o fuzilamento de centenas nos estádios (em muitos países). O certo é que foge do convencional, do enterro assistido e chorado, agora, tudo está ficando diferente. Sem o velório parece que a morte não tem […]

Mais um abril que se vai

Medir o tempo por dias, por meses, por horas, anos – uma criação de sabedoria. Porque o tempo não tem como ser medido, ele é extenso, muito extenso, como se diz, universal, utópico, global, vem a lua com suas fases, vem as estações com suas flores, vem o sol todos os dias, e no sertão, […]

Brasília

Da minha janela Decolo… Sobrevoo agora o Paranoá Cruzo os arcos da Ponte JK. Continuo  meu voo Suave De braços abertos Como uma  asa delta. Dou uma olhadinha para o céu Largo… Famoso… Azul… Agora estou plainando Sobre os palácios Do Planalto e Da Alvorada. Mais adiante as abóbadas Côncava e convexa dos poderes Que […]

O Vírus e o Verbo

2020 O ano da revelação Do escancaramento De uma bruxa malvada… Que na sua vingança Rasga a roupa do herói. Rasga o verbo… Desfia o rosário… Joga na sua cara Seus pecados capitais. Sua vaidade Sua avareza Sua corrupção… Puxa a toalha da mesa Joga as taças no chão. Abri a Caixa de Pandora Solta […]

Milagres na quarentena

Crônica de Emerson Castro –  Voz de Elizete Maria   Estava tomando uma xícara de café na janela de nosso apartamento, olhando para a beleza da manhã, quando de repente me chama atenção um casal que chegava na orla em frente pedalando. Pararam exatamente em frente ao nosso prédio e a mulher tirou de um […]

Relíquia

Na tua vida sou livro. Às vezes empoeirada na estante, outras vezes sou relida com carinho. Muitos livros passam por ti, mas no dia da faxina, muitos se vão… eu fico.   Poesia de Izabel Teixeira (Cacoal/RO)

Iara

A mulher Mais passado, para ser mais igual Quer veios d’água nas veias Quer ver escorrer Quer ver espumar A água na pedra Ser tudo “gerais” Quer a nascença, em cima da morte As casinhas antigas refeitas Ela quer São José de novo O duro no duro A água no pote O quibane ser bandeja […]