A gente quer que o Brasil avance. Quer que o Brasil cresça. Quer ver o Brasil ser hexacampeão do mundo — no futebol e em muitas outras áreas também.
Estou na rua agora, vendo centenas de carros passarem. Nenhum deles é cria do Brasil. Somos, na maioria das vezes, montadores de peças que vêm de fora. Montamos, vendemos… mas a tecnologia, a patente e o lucro voltam para o dono — lá fora.
Viramos ponto de revenda.
Mas também não adianta ficar só reclamando. Olha aí um exemplo curioso: ganhamos uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno em Milão. O atleta nasceu na Noruega, tem mãe brasileira e namorada brasileira. De algum jeito, o Brasil também estava ali.
E tem outra coisa: o Brasil é bom de comércio. Quando o Trump resolveu supertarifar produtos brasileiros, muita gente achou que seria um desastre para o país. No fim das contas, continuamos vendendo — e até aumentamos a venda de carne.
Nos mares, saem navios e mais navios carregados de minério de ferro e soja. Um fluxo enorme de commodities indo embora. De lá para cá, chegam dois ou três navios carregados de celulares, chips e semicondutores — tecnologia que vem de poucos países do mundo. Um deles é Taiwan.
Outro dia fiquei sabendo que o Vietnã está avançando rápido em tecnologia. Um país que produz muito arroz e café — aliás, de vez em quando o próprio Brasil importa arroz deles. Olha que ironia.
O Vila me contou que esteve no Paraguai há poucos dias. Voltou pensativo. Disse que está quase levando a indústria dele para lá. Produzir lá é mais barato e depois trazer para o Brasil.
E quando a conversa chega na educação… melhor nem alongar muito. Estamos no rabo da fila da América Latina quando o assunto é qualidade de ensino. Isso dói.
Mas também tem coisa boa acontecendo.
Fico feliz de ver que, no dia 22 de fevereiro, a prefeita Carla Redano entregou duas creches novinhas em Ariquemes. Dei minha contribuição nesse projeto. Em Alto Paraíso, entregamos uma escola. E tem mais uma creche em construção.

Isso é investimento no futuro.
Agora, vamos falar do leite.
Os produtores brasileiros tremem de medo do Uruguai. Quando o governo facilita a importação de leite de lá, parece que vai cair uma banda do céu. Mas espera um pouco… olha o tamanho do Uruguai e olha o tamanho do Brasil!
Que medo é esse?
Vamos fazer o básico bem-feito: dar comida boa para nossas vacas, investir em genética, comprar vacas leiteiras melhores, produzir mais e melhor.
Talvez a pergunta que fique seja simples:
vamos continuar reclamando… ou vamos aprender alguma coisa nova?
Que tal começar visitando a Innovation Week, em São Paulo?