O exercício da política é viciante. A gente entra nela, geralmente, por acaso. E vai ficando, ficando… nem sabe se está gostando. Tem hora que digo que vou parar, mas no dia seguinte, esqueço. E a história continua. Não é que a política seja ruim. Não é. Pelo contrário, é necessária. E digo para você: dá para fazer muita coisa boa para a população.
Muitos dizem que estão nos cargos públicos pelo poder. Mas qual poder? O poder é uma ilusão. É como subir no pau de sebo. Você pode fazer o bem e pode fazer o mal. A chave está em sua mão, assim como a faca e a arma. Ninguém muda o homem; a política não muda vagabundo.
Se você vota num bandido, terá um bandido no poder. Os cargos públicos que se exerce devem ser honrosos. Além do mais, é uma grande distinção para qualquer cidadão ser escolhido para representar os demais. Só isso já é o máximo que se pode ter: o de representar. E o de fazer o que deve ser feito e o que realmente é preciso fazer.
O extremismo é a barbárie. A democracia é a forma mais razoável, pois podemos colocar ou tirar o político do cargo sem disparar um tiro. O tiro é o voto. Nada melhor na arte da política do que a sensatez.