Sobre guerras cruéis, nem mais falo, porque perdi esperança na sensatez do homem. Há tanto de avanço tecnológico, há tanto para se comemorar no diagnóstico de doenças, há tanto para se aprender com a inteligência artificial – ao tempo, que homens (machos) brasileiros, põem em prática, ofícios de crueldade contra mulheres.
O macho brasileiro está fazendo escola no mundo, indo na contramão de todo progresso – tornou-se um devorador de mulheres. O macho brasileiro se expressa no seu primitivo de posse. “Ou fica comigo para sempre ou morre”. E não se contenta com a ameaça.
Li nos jornais no último fim de semana de maio, em Minas Gerais, um macho indomado, sequestrou a mulher e subiu a Serra do Rola Moça e empurrou-a no despenhadeiro. Nada tem de belo como o poema de Drummond (ele à frente e ela atrás, cada qual no seu cavalo…). Por sorte, ela se agarrou a um tronco, enquanto despencava e foi extraordinariamente resgatada do precipício, pelos heroicos soldados bombeiros de Minas. Os bombeiros de Minas. Sempre eles, extraordinários, bem-vindos e bem-aventurados, tal qual fizeram em Brumadinho.
Volto ao feminicídio que se estampa diariamente, casos escabrosos, difíceis de serem acreditados, mas, infelizmente, reais.
Há leis que punem. Há campanhas informativas. Há delegacias e atos judiciais protetivos.
O macho brasileiro, alfa ou beta, quer a mulher submissa, dominada, sob rédeas e desumanizada. O que fazer? – salvar as gerações futuras, pela educação massiva dos meninos e adolescentes. Nas escolas, nas igrejas, nos clubes até nos estádios de futebol. Proteger a mulher é uma obrigação do homem.