A Floresta como riqueza viva

A Floresta como riqueza viva

Há muito tempo me concentro nisso: transformar a floresta densa e tropical em um importante ativo financeiro. Fazer com que ela deixe de ser apenas um manto verde a esconder a miséria humana e os ancestrais primitivos. É preciso monetizar sua riqueza. Vender o maciço da fotossíntese. Abrir caminhos para a pesquisa de suas riquezas adormecidas.

Que cada investidor possa ser dono distante de uma nascente, de uma árvore, de uma moita de açaí, de dez borboletas, das aves tingidas com as cores do mundo e de toda a trama de comunicação em rede das raízes que se abraçam debaixo do solo. E, quem sabe, vender também os sons da floresta e o amor silencioso que existe nos abraços entre galhos e troncos.“Luxemburgo aderiu ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e anunciou um aporte de 50 milhões de euros. Mais do que o valor, chama atenção a decisão de sediar naquele país a estrutura financeira do fundo. Trata-se de um passo importante para transformar uma proposta em um instrumento permanente, capaz de atrair recursos e operar com credibilidade internacional.”

Milhões. Milhões e milhões de dinheiros — reais, dólares, euros, todos — somando-se a essa causa. Não sei quando. Não sei. Mas acredito que tudo isso que hoje sonho ainda venha a acontecer.

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