Eu queria ser como grandes homens, que em seus territórios, grandes ou pequenos, fizeram tanto o bem, que chega a emocionar. Sem medir a fama, nem a extensão dela, ou mesmo sem nenhuma notoriedade, porque não estavam procurando fama e nem notoriedade.
Muitos deles, estavam escondidos no sertão, entre serras, entre rios, entre céu e terra, mesmo assim, foram extraordinários. Um deles, João Leal – nascido em Dianópolis-TO, saiu de lá, a cavalo, nos anos 30 e foi para o Rio de Janeiro. Chegou a ser servidor influente do Senado, deu seu jeito, sem esquecer do seu povo, levou grandes benefícios a sua terra, como energia elétrica, água potável e apoio a educação para pobres.
João de Abreu – que foi deputado estadual, nascido em Arraias, e cuidou do sertão pobre, com devoção de santo. A escola que estudei o ensino fundamental, Ginásio João de Abreu, foi obra dele. Eu sou o que sou, nós filhos do sertão atrasado, louvamos por ele ter existido.
Eu queria ser, um dedo mindinho, de HAGAHUS Araújo – que desde jovem se insurgiu contra a miséria endêmica na região, fome e analfabetismo construiu o Instituto de Menores, para abrigar meninos desvalidos. Foi prefeito de Dianópolis, deputado estadual e federal – ainda vive, com 97 anos, um benfeitor, herói mesmo. Estacionava, de bicicleta, na Assembleia Legislativa Alfredo Nasser em Goiânia. A sua humildade é santificada.
Vou ficar com estes três homens extraordinários, acima da média e inspirados pelo humanismo, Iluminismo, amor comunitário, pela filosofia do bem e empatia.
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