Estou na rua agora. Centenas de carros passam por aqui, e nenhum é de fabricação brasileira. Somos montadores de componentes que vêm do exterior. Tornamo-nos um grande mercado de revenda. Enquanto isso, o dinheiro e o lucro retornam aos verdadeiros donos, que estão fora do país.
O Brasil não foi hexa campeão. Não podemos ficar apenas reclamando. Vimos aí que conquistamos uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão. O atleta nasceu na Noruega, mas tem mãe brasileira e também uma namorada brasileira.
Mesmo após o aumento das tarifas do Trump, as exportações de carne cresceram. Continuamos líderes na venda de minério de ferro e soja, mas ainda dependemos da importação de produtos de alta tecnologia, como semicondutores.
Outros países avançam rapidamente. O Vietnã se destaca em tecnologia e produção agrícola, enquanto o Paraguai atrai indústrias com custos menores. Já na educação, o Brasil ainda ocupa posições pouco favoráveis na América Latina.
Também há boas notícias. Em fevereiro, a prefeita Carla Redano entregou duas creches novinhas em Ariquemes, e fico feliz por ter dado minha contribuição. Em Alto Paraíso, entregamos uma escola, e outra creche está em construção.
No campo, em vez de temer a concorrência do leite uruguaio, o caminho é investir em tecnologia, genética e produtividade. O Brasil tem potencial para competir em igualdade com qualquer país, desde que aposte em inovação, educação e eficiência. E que tal visitar a Innovation Week, em São Paulo, para conhecer novas tecnologias e buscar inspiração para aumentar nossa competitividade?