O Dia Internacional da Mulher sempre me convida a um momento de reflexão profunda. Mais do que uma data no calendário, 8 de março é um chamado à consciência coletiva sobre o valor da mulher na sociedade e, ao mesmo tempo, sobre as dores que ainda persistem no cotidiano de tantas brasileiras.
Tenho pensado muito sobre o Brasil que queremos construir. Um país que celebra suas mulheres — mães, trabalhadoras, estudantes, lideranças, cuidadoras e protagonistas — mas que ainda convive com estatísticas dolorosas. Os casos de feminicídio que frequentemente tomam as manchetes, os episódios de violência doméstica, os estupros coletivos que chocam a sociedade e tantas outras formas de agressão revelam uma realidade que não pode ser ignorada.
Cada uma dessas histórias representa uma vida marcada pela violência, uma família atingida, um pedaço da nossa humanidade ferida.
Não podemos aceitar que a mulher continue vivendo com medo dentro de casa, nas ruas, no trabalho ou em qualquer espaço da vida social. A violência contra a mulher não é apenas um problema de segurança pública; é também uma questão cultural, educacional e moral. Ela nasce de desigualdades históricas, de preconceitos persistentes e de uma mentalidade que ainda precisa evoluir.
Ao longo da minha vida pública, tenho aprendido que leis são fundamentais, mas elas não são suficientes sozinhas. Precisamos fortalecer políticas de proteção, ampliar redes de acolhimento e garantir que a justiça alcance quem comete esses crimes. Mas precisamos, sobretudo, transformar mentalidades. Educar nossas crianças para o respeito, para a igualdade e para a dignidade humana.
O Brasil precisa ser um país onde as meninas cresçam acreditando em seus sonhos, e não temendo sua própria segurança.
Neste 8 de março de 2026, presto minha homenagem a todas as mulheres brasileiras. Às que lutam diariamente por espaço e reconhecimento. Às que sustentam suas famílias com coragem. Às que transformam comunidades com seu trabalho silencioso. Às que resistem mesmo diante das adversidades.
Que este dia não seja apenas de homenagens, mas de compromisso. Compromisso com uma sociedade mais justa, mais humana e mais segura para todas.
O respeito às mulheres é, antes de tudo, um sinal de maturidade de uma nação.