Refugiado é todo aquele que pede refúgio. Pede proteção. Abrigo.
A causas são diversas – fome, perseguições tribais, guerra civil, genocídio ou massacre de povos. Ou crises econômicas em seus países.
A globalização pregava a livre circulação de pessoas e mercadorias entre nações. Sonho que nunca se realizou.
Nos últimos anos, muitos países passaram a empreender verdadeira caçada aos imigrantes ou refugiados. Até muros fizeram em suas fronteiras. Além das prisões e repatriações.
Que seria do Brasil se não fossem os imigrantes italianos, alemães, japoneses, chineses, coreanos, judeus e árabes, além destes, em maior escala, os negros africanos que vieram escravizados.
Essa mistura heterogênea de raças, costumes, culturas produziu a mestiçagem brasileira e toda variedade de experiências culinárias, arquitetônicas, linguísticas, culturais, crenças e religiões.
Hoje, a onda conservadora e nacionalista tem castigado imigrantes e refugiados com a mesma veemência e crueldade. Virou bandeira ideológica. Como se todos os males do mundo fossem produzidos por eles.
Enquanto isto, os barcos enfrentam mares bravios, superlotados de gente à procura de pátria. Adversas, mas, desejadas, por absoluta necessidade.
Não há barreiras, nem florestas e montanhas, como Darién, nem desertos, como os do México, que não sejam ultrapassados diante do sofrimento. O sacrifício e a desventura são maiores que os riscos. Eles seguem.
Superam muros, cercas de arame, câmeras de vigilância, cães ferozes e forças de repressão.