Pode-se perguntar a qualquer pessoa neste país sobre a importância da educação. A resposta vem pronta, na ponta da língua: é a maior herança que um pai pode deixar ao filho. Educação ninguém tira, ninguém rouba.
E não é por falta de discurso que o Brasil deixa de reagir em favor de uma educação de qualidade. Discurso, aliás, nunca faltou. Lutas e movimentos também ocorreram em abundância ao longo da história, especialmente do início do século XIX até os dias atuais. Ainda assim, os resultados foram escassos. O país continua apresentando um desempenho muito aquém do esperado nesse quesito fundamental.
A educação é indispensável ao desenvolvimento econômico e social. Sem a formação de pessoas qualificadas e preparadas, vamos ficando para trás a cada década, até o risco de retrocedermos simbolicamente ao Renascimento ou até mesmo à Idade Média.
Diante disso, surge a pergunta inevitável: como avançar? Como mudar esse cenário?
Até mesmo para copiar modelos bem-sucedidos, o país precisa ser competente. Saber copiar é, sim, uma virtude e uma qualidade. E não é necessário ir longe para encontrar exemplos admiráveis. Eles estão bem próximos, como no Estado do Ceará. Evidentemente, há degraus a serem vencidos, mas é preciso começar.
O primeiro compromisso fundamental é transformar a educação em uma verdadeira política de Estado, e não apenas de governo. Isso exige o estabelecimento de um contrato entre gerações, capaz de garantir continuidade, compromisso e avanço, para que possamos, enfim, colocar o bonde nos trilhos e seguir adiante.
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