O nome legítimo e completo, poucos conhecem. E nem interessa saber. O que basta é o apelido: PROFETA. De Norte a Sul, de Leste a Oeste de Rondônia, o Profeta é conhecido no meio político e por quem tem mais de quarenta anos. É de uma cordialidade impressionante. Costumo dizer que ele é transversal, transita entre a esquerda e a direita, sem se deixar levar pela polarização. Relaciona-se bem com todos. Ele cresce desesperadamente até o fechamento das nominatas dos partidos.
A gente sabe que fechar os nomes de candidatos a cargos e quem queira disputar eleições, é tarefa pra elefante. O mundo político virou um tabuleiro de xadrez. Um jogo doido. Profeta é um especialista. Tem os melhores nomes de candidatos disponíveis na praça dos maiores municípios. Um caderno surrado com a história deles. Sabe das vitórias e das derrotas. Dos partidos que a turma já percorreu.
Nesta estação, que chamo de concretagem, os presidentes das siglas ficam malucos. Todos se socorrem com “profeta”, nessa hora de desespero. Ele vai girando nesta órbita, com desenvoltura de um grande jogador. E se torna importante. Ele entende da psicologia da necessidade. E termina assumindo compromissos.
Eu mesmo precisei dos seus conselhos. Não só eu, como também todos os cartolas políticos do Estado. E assim, o “profeta” continua a ser o “profeta” de sempre. E a cartolagem “se vira” no jogo imundo do troca-troca de partidos.