A Descoberta de Ormuz

A Descoberta de Ormuz

Tenho aprendido muita coisa com as novas guerras. Juro por Deus que nunca havia falado em “Ormuz”. Já pensou uma coisa dessas? Nada saber de Ormuz. E agora? Ormuz ou Hormuz? Tanto faz. Um estreito que liga golfos nas Arábias. Agora sei. Se não fosse a guerra entre Irã e Estados Unidos, não teria tido essa extraordinária experiência.

Por falar nessa guerra, ainda não sei exatamente qual é a sua causa, a não ser a conhecida insanidade de Trump, sempre precisando trovejar valentia mundo afora. Fala e desfala. Faz e desfaz. Vai levando o mandato, assustando o mundo. Até nós, pobres brasileiros, habitantes de um país tão pacífico, estamos por aqui padecendo também das consequências da guerra “deles”.

Aumenta o preço do combustível. Aumenta o preço dos adubos. Se aumenta o combustível, aumenta tudo. Como se diz, não há mal que não traga, escondido, algum benefício. Para mim, o benefício foi conhecer a palavra “Ormuz”. Juro que não a esquecerei mais.

Outra palavra incrível foi Hezbollah. Que coisa, hem? Um grupo de guerrilheiros fanáticos escondidos no Líbano. Hezbollah! Há noites em que passo em claro remoendo essa palavra. Agora mesmo estou na maior confusão: é com “z” ou com “s”? É Hezbollah ou Hisbolá? Preciso conhecer melhor o léxico árabe. Para mim, brasileiro, isso é importantíssimo, como dois mais dois serem iguais a cinco.

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